30 agosto 2013

O Mundo que eu não via


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Tudo que se passa em nossas vidas não é em vão, tudo o que vem e o que vai nos deixa uma aprendizagem, nos ensina a crescer, a nos libertar. 
Sou jovem, apenas uma adolescente em uma das fases conturbadas, pois nessa fase não sabemos o que é certo de verdade, desconfiamos de tudo e ao mesmo tempo damos muita intensidade a tudo, principalmente aos sentimentos. Há adolescentes com mais experiência, mais vividos, mais arrependidos e outros que estão começando a colocar o pé no chão ou talvez começando a “voar”. 
Ao longo da vida sei que esquecerei de dores, de momentos, de amores, mas por enquanto tudo o que vivo no agora parece ser infinito, algo que não irá acabar nunca, justamente pelo fato de colocar todas as minhas forças em algo que na verdade não merecia tanto cartaz.
As vezes sinto que eu não deveria ter crescido, ter parado na melhor fase de minha vida, a infância, pois antes  as únicas preocupações que eu tinha era de ser feliz, não me preocupava com aparência ou com o que os outros iriam achar de mim. Mas de repente cresci, vi coisas que não queria ver, tive sentimentos que não queria ter ou ao menos imaginava que era algo perfeito e disse coisas que não queria dizer…
Sei que não vivi nem a metade de minha vida, e que um dia as coisa melhoram ou talvez eu aos poucos perca os meus olhos brilhantes, cujo qual já perdeu um pouco do brilho, e como uma estrela vai se apagando aos poucos, sei que ainda vou viver situações da aflições novamente, sei que sorrirei diversas vezes, mas aí já saberei de todas as malícias do mundo e nada voltará a ser como um mundo colorido, um mundo em que todos são confiáveis e perfeitos, mas será um mundo de pessoas que por trás de seus rostos cansados, olhos apagados e rugas marcadas escondem uma dor, uma alegria e uma vontade escondida… a vontade de um dia poder voltar a acreditar que as coisas são perfeitas e que tudo vai dar certo.

Por: Renata Kelly

2 comentários:

  1. Realmente, a adolescência é bem assim, as vezes fico lembrando de como eu era e de como vivia tudo com intensidade.É confuso, mas nos deixam boas lembranças também.

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